Terça, 06 de Outubro de 2026
23°C 40°C
Teresina, PI

TCU determina que BNB não firme novos contratos com operadoras do Crediamigo e Agroamigo

A decisão consta no Acórdão 1998/2026, sob a relatoria do ministro Odair Cunha.

01/08/2026 às 03h46
Por: Redação Fonte: TCU
Compartilhe:
Foto: Shutterstock/Cabral Correia
Foto: Shutterstock/Cabral Correia

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, na última quarta-feira (29 de julho), que o Banco do Nordeste (BNB) não firme novos contratos, sem a realização de novas licitações, com as empresas atualmente encarregadas da operacionalização dos programas Crediamigo e Agroamigo.

>> Siga o canal do Portal Midiáticoz no Whatsapp!

Continua após a publicidade
Anúncio

Atualmente, as entidades responsáveis pela operacionalização dos serviços são a Camed e o Instituto Nordeste Cidadania (Inec), respectivamente.

Continua após a publicidade
Anúncio

Conforme a decisão, o BNB deve se abster "em definitivo, de dar continuidade, ainda que em caráter emergencial, à contratação das empresas atualmente encarregadas da operacionalização dos programas Crediamigo e Agroamigo, ressalvada a hipótese de contratação mediante regular processo licitatório".

Continua após a publicidade
Anúncio

A decisão consta no Acórdão 1998/2026, sob a relatoria do ministro Odair Cunha.

Em nota, o O Banco do Nordeste informou que, até o momento, não recebeu notificação oficial acerca da decisão e que e cumpre as determinações dos órgãos de controle.

Segundo a instituição financeira, após o recebimento formal e a análise do teor da decisão, adotará as providências cabíveis.

"O BNB informa ainda que os editais de licitação para contratação das entidades responsáveis pela operacionalização dos programas Agroamigo e Crediamigo seguem em andamento, conforme cronograma divulgado, com sessão de abertura prevista para o próximo dia 3 de agosto", disse. 

Entenda

A decisão do Plenário ocorreu após a análise de possíveis irregularidades nos editais dos pregões eletrônicos nº 90.023/2026 e 90.024/2026, previstos para serem realizados em abril deste ano. 

Este novo desdobramento ocorre após uma série de questionamentos sobre a transparência e a legalidade das licitações do microcrédito do BNB. 

Conforme noticiado anteriormente pelo Diário do Nordeste, o TCU já havia dado um prazo de cinco dias para que o banco explicasse supostas falhas nos certames do Crediamigo e Agroamigo.

Na ocasião, as suspeitas giravam em torno de exigências nos editais que poderiam restringir a competitividade ou favorecer as atuais operadoras.

Mesmo com o banco tentando avançar com novos pregões e ajustes para atender às exigências regulatórias, o Tribunal manteve a vigilância rigorosa.

O processo atual (TC 007.358/2026-1) foi considerado "prejudicado" em parte de suas solicitações iniciais, mas resultou na determinação expressa de rompimento com o modelo atual de continuidade contratual sem licitação definitiva.

Impasses na contratação ocorrem desde o início do ano

A disputa pelo gerenciamento dos programas de microcrédito do Banco do Nordeste envolve cifras bilionárias, que juntas movimentaram cerca de R$ 20 bilhões no último ano. Esse processo tem se arrastado em meio a impasses técnicos e cobranças de órgãos de controle. 

No último mês de abril, o BNB tentou realizar os primeiros pregões para a escolha das novas entidades, mas as concorrências resultaram em fracasso após a desclassificação de todas as empresas participantes.

À época, o edital de R$ 2 bilhões já havia sido alvo de críticas de parlamentares e de apontamentos do próprio TCU por conter cláusulas restritivas de habilitação, como exigências rígidas de patrimônio líquido e de contingente mínimo de profissionais.

Esses aspectos foram apontados como potenciais barreiras para a entrada de novos concorrentes. Para contornar o impasse e atender ao Acórdão nº 2.906/2025 do TCU, o BNB lançou novos editais neste mês de julho promovendo mudanças estruturais. 

Entre as alterações, o banco regionalizou a disputa em cinco lotes (agrupando, por exemplo, o Ceará ao Rio Grande do Norte) e flexibilizou exigências financeiras.

O BNB reduziu a exigência do Patrimônio Líquido de 5% do valor global para 0,5% do valor anual e o fim da regra "1/12", que exigia um patrimônio líquido superior a um doze avos de todos os contratos vigentes da entidade proponente, regra que poderia inabilitar até as grandes operadoras atuais.


>> Denúncias e sugestões de pautas: 89 999729782

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Teresina, PI
34°
Tempo limpo

Mín. 23° Máx. 40°

32° Sensação
7.42km/h Vento
18% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h34 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Qua 41° 21°
Qui 42° 21°
Sex 41° 22°
Sáb 42° 22°
Dom 42° 22°
Atualizado às 20h01
Economia
Dólar
R$ 4,98 -0,31%
Euro
R$ 5,61 +0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 451,618,58 -0,34%
Ibovespa
205,835,30 pts -0.52%