O Ministério Público do Piauí (MPPI) através do promotor Romerson Maurício de Araújo, da 2ª promotoria de justiça de São Raimundo Nonato, abriu um inquérito para investigar um possível esquema de nepotismo cruzado envolvendo o prefeito de Fartura do Piauí, Orlando Costa (PT), e o presidente da Câmara, Jildeno Campos.
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Segundo o MPPI, a Câmara contratou o advogado Guilherme da Silva Braga, filho do prefeito, por R$ 60 mil ao ano. Em troca, o prefeito teria nomeado Carmem Célia Ribeiro Santos, esposa do presidente da Câmara, para a Secretaria de Meio Ambiente. O órgão aponta possível violação aos princípios de moralidade e impessoalidade.
Para a promotoria, a contratação de parente de agente político do mesmo Município, "sobretudo do Chefe do Poder Executivo, compromete os princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa, além de caracterizar situação de potencial conflito de interesses".
Orlando Costa já havia sido alvo de críticas recentemente após aparecer chorando durante uma entrevista, afirmando que Fartura do Piauí atravessava uma grave seca, com reservatórios vazios e dificuldade até mesmo para abastecimento básico da população. Diante da situação, o município decretou estado de emergência.
Apesar da crise, a prefeitura havia anunciado a contratação da banda Calcinha Preta para o aniversário da cidade. O gasto gerou reação imediata do Ministério Público, que recomendou o cancelamento do show por entender que a prioridade deveria ser o enfrentamento da estiagem e o direcionamento de recursos às necessidades essenciais. Após a recomendação, o evento foi cancelado.