A Receita Federal voltou a esclarecer que não realiza qualquer tipo de monitoramento individual de transações feitas via Pix ou outros meios de pagamento.
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A falsa informação tem sido compartilhada por golpistas e contribui diretamente para a atuação de grupos criminosos desmascarados em operações como a Carbono Oculto.
É importante destacar que a Receita Federal não tem acesso ao tipo de transação utilizada por um contribuinte. Seja Pix, TED, DOC ou depósito, esse dado não é enviado ao órgão.
Além disso, não são informados valores específicos de cada operação, tampouco a origem ou o destino do dinheiro. Essa desinformação costuma ser usada como isca por golpistas que desejam obter dados sensíveis ou promover pânico entre os usuários.
Segundo o próprio Fisco, o objetivo nunca foi acompanhar movimentações individuais, mas garantir que fintechs obedeçam às mesmas regras aplicadas a bancos tradicionais.
A disseminação de fake news sobre o Pix costuma coincidir com ações criminosas orquestradas, como evidenciado na Operação Carbono Oculto.
Ao espalhar boatos de que a Receita está monitorando tudo, golpistas desviam a atenção de seus próprios esquemas. Isso cria um ambiente de medo e desinformação, dificultando o combate ao crime organizado.
A igualdade de obrigações fiscais entre bancos e fintechs é essencial para fechar brechas exploradas por criminosos. Sem essa uniformidade, algumas instituições poderiam ser usadas como canais para escoar recursos ilegais.
A Receita Federal não exige dados detalhados de transações, mas sim relatórios agregados que permitam identificar movimentações suspeitas em larga escala.
Dica rápida: se você receber mensagens dizendo que o Pix está sendo monitorado individualmente, desconfie. Nenhum órgão tem acesso ao nível de detalhe que essas mensagens afirmam.
Ao se deparar com mensagens que mencionam supostos alertas da Receita sobre o Pix, a atitude mais segura é não compartilhar e buscar fontes confiáveis.